Marketing do OpenSUSE e Outras Divagações

Resolvi assinar a lista opensuse-marketing@opensuse.org p/ saber o que acontece na divulgação da distribuição. Um tópico que está rendendo é o da tagline para as camisetas. O que o Zonker lembrou é que essas camisetas não estarão à venda. Não sei porquê, mas eles não colocam muito esse tipo de produto na loja, ao contrário da Mozilla. Surgiram várias sugestões, entre elas:

openSUSE: Powered by Lizards, Designed for Humans
openSUSE: openMind
openSUSE: openSAYS ME
openSUSE: Opening Windows on New Vistas
openSUSE: We Love Lizards!
openSUSE - Linux at its best

O Ranghetti sugeriu usarem a tagline que, segundo ele, foi aprovada anos atrás e nunca usaram: open source for open minds. Mas isso já foi usado (não sei se ainda é) pela Sun. Rémy Marquis apontou uma página com vários slogans já existentes:http://en.opensuse.org/openSUSE:Slogan.

Não sei se eu sou fraca em trocadilhos, mas o tal 'openSAYS ME' não me diz nada. 'Sésamo' é a primeira coisa que me vem à cabeça, mas eu não quero pensar na distribuição como uma caverna, e sim como uma casa hi-tech. O 'Linux at its best' é, de certa forma, bairrismo. TODAS, eu disse, TODAS as distribuições têm algum problema, por menor que seja: mp3 não incluído (não venham com a conversa que é proprietário, pois a Fluendo licenciou o codec deles p/ o pessoal das distros usarem); não reconhecem HD; é difícil instalar um softmodem ou não reconhece a placa de rede...

O 'New Vistas' é claro como cristal, mas no meu entendimento, essa frase passa que a comunidade está se aproveitando da general failure do Vista e tomando seu lugar. Não sei na Europa, mas aqui no Brasil é mais provável instalarem Debian e Ubuntu, e não OpenSUSE. De qualquer forma, vender seu produto fazendo referência ao fracasso ou falhas de outro não é muito bom. Momento apocalíptico #1: consigo imaginar alguém lendo isso e perguntando se dá p/ instalar o Suse dentro do Vista.

Outras taglines são Matrix-like ("Take the green pill"), mas a maioria envolve a palavra "free" e derivadas. Fato: é ruim fazer as pessoas entenderem o que é software livre (vide entrevista porca do Jô Soares no Youtube, onde ele não deixava falar e também, do meu ponto de vista, não perguntava as coisas com a atitude de alguém interessado -- principalmente em fazer a entrevista render).

Chegaram a postar uma tagline cutucando o Ubuntu ("Linux for Human Beings" acabou virando "Linux for Humanity"), mas como já falei na lista, pegar carona em conflitos tipo a Microsoft nas propagandas 'Get the Facts' não é o melhor marketing. O Alexandre Jesus postou uma sugestão que me fez rir: openSUSE - Keeping It Simple, Lizard. Quem desenvolve sabe do "Keep it simple,stupid". Lessons for Lizards é um cookbook com tópicos mais avançados do que os que existem no manual padrão, que veio junto do box da versão 11.1 que recebi. Eu ficaria com essa, mas mesmo se não ganhar a votação acho que vou fazer um avatar personalizado e usar em fóruns, já que não gosto muito de pôr imagens na assinatura.

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Não lembro quando, mas foi feita uma eleição para o mascote do YaST. Naquela época eu entrei em contato com o meu chato não tão interior e tentei entender porquê mais um mascote se a distribuição já possui o camaleão. E continuo tentando entender, mesmo lendo a página http://en.opensuse.org/Marketing_Team/YaST_Contest. Em linhas gerais, o que eu entendo dessa fuzarca toda de software livre:

1 - Você pode utilizar código alheio
2 - Diversidade é bom

Eu gosto do YaST. Fato. Se diversidade é bom, talvez a pessoa que cria uma distribuição ("Joca Linux" -- Nerdson!!!) tenha em mente um "Painel de Administração" diferente. Logo, não vai pegar o YaST inteiro e enfiar no CD. Em compensação, temos o Ubuntu, derivado do Debian com o Synaptic. OK, o Ubuntu é um Debian repaginado p/ usuário final, mas como foi bem apontado em http://news.opensuse.org/2008/11/21/yast-mascot-winner-chosen-say-hello-to-yastie/:

"YaST is GPL and not an integral part of openSUSE they can take it anywhere they like. There even used to be an attempt to fork it for Debian at one moment. Please read /usr/share/doc/packages/yast2/COPYING

Depending on how much the fork differes from the standard openSUSE, they can just use it. e.g. if my fork just includes MPlayer then it is not a huge fork, but I could easily do that (and have done so already in the past) If they decide to fork YaST as well, then they can’t take the mascotte with them."


Ainda acho esse mascote bisonho. Gizmo. Eu preferia o Yako (http://en.opensuse.org/Marketing_Team/YaST_Contest/Yako) ou o moscão (http://en.opensuse.org/Image:A_fly_version_of_the_yast_Maskot.jpg. E várias pessoas acharam o bicho feio. Sei que o animal é parente do nosso tamanduá e que, se deus quiser, vai ser abandonado, já que essa não vai ser a forma final do mascote.


Cheguei a sugerir um tutorial basicão do sistema, tipo o que existe no XP (já que algumas pessoas se perdem completamente porque não acham o menu Iniciar...), mas poderiam modelar o gecko em 3D (como fizeram nos wallpapers da Novell: ) p/ usar. É mais normal.


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Meu registro no susestudio.com expirou. Sabe-se lá como...


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PRECISAMOS DE BUNDAS (de preferência com gente anexada) QUE TRABALHEM NA TRADUÇÃO!! Se você achou ofensivo, considere que:


1 - Temos umas 30 pessoas registradas.

2 - Em torno de 7 trabalham na tradução (e revisão).

3 - Nunca conseguimos revisar todos os arquivos completamente porque são muitos arquivos e a relação arquivo/pessoas é absurda.

4 - A ortografia mudou.


Entenda: se você quer reclamar da tradução, reclame. Mas ao invés de dizer que a qualidade é porca porque metade do seu sistema está em inglês procure se informar sobre como funciona o processo e quais são as dificuldades. Na versão passada, quando não estava estudando ou em aula, eu estava traduzindo os .po. Vai ser um tanto difícil repetir isso com um emprego de 8 horas me cansando 5 dias na semana. O mesmo vale p/ quem ainda está ativo.


Pagar não pagam, mas nas duas vezes eu ganhei camisetas e nessa última, um box. Detalhe: o contato é feito com o coordenador da tradução, portanto, ter o nome na lista dos registrados não quer dizer nada. Lá não tem o jeitinho brasileiro. Já postei isso em fóruns, já leram, mas como o tópico não teve resposta, não acredito que alguém tenha se interessado.


A medida radical que vamos tomar perto do início da rodada de tradução (que eu sugeri para o Ranghetti porque sei que não vai dar tempo de terminar tudo) é enviar spams relembrando o usuário registrado que ele faz parte da equipe de tradução e nunca contribuiu. Se der p/ ir mais longe, vou: o arquivo será atribuído pelo coordenador e o usuário receberá um email. A tradução das notícias também é algo que está capengando. Apesar das contribuições serem voluntárias como muita gente gosta de alardear, elas precisam ser reais por parte de quem se dispôs a contribuir.

Fato: me cadastrei no GNOME como tradutora, mas como eles possuem uma série de páginas recomendadas, ainda estou lendo um monte de coisas e me familiarizando com o site antes de colocar as mãos em um arquivo. Comparado com o nosso processo, me pareceu mais complexo:

1- Acesse http://os-translation.com.ar/
2- Logue-se com teste/teste
3- Acesse V2G > Gerenciador de Arquivos > Opensuse 11.2

O negócio consiste em marcar as checkboxes do arquivo que você quer traduzir, clicar em Associar e escolher você mesmo como Tradutor ou Revisor.

Acesse http://www.susebr.org/forum para saber sobre a tradução.


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Algumas páginas da wiki da equipe de tradução precisam ser atualizadas:

http://pt.opensuse.org/Tradu%C3%A7%C3%A3o/Traduzindo#Tarefas_pendentes
http://pt.opensuse.org/Tradu%C3%A7%C3%A3o/Traduzindo#Estado_do_trabalho
http://pt.opensuse.org/Tradu%C3%A7%C3%A3o/Ferramentas

Ideia para facilitar a escolha de atalhos: forçar os desenvolvedores comentarem em qual menu da tela o item de menu está.


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Documentação definitivamente não é o forte do wxPython...